terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Falta de incentivo ao esporte é tão 2010.


Parece que a falta de incentivo por partes dos empresários brasileiros nunca esteve tão na moda. Vou aproveitar o gancho para contar um caso que aconteceu comigo há uns anos atrás. Nunca contei isso, mas como o assunto "falta de incentivo" foi pautado de novo no nosso cotidiano, resolvi relatar o ocorrido. Por volta de 2004, comecei a procurar patrocínio afim de arrecadar um dinheiro para disputar um Sulamericano Juvenil. 

Em um de meus corriqueiros passeios pelo Plaza Shopping (o mais importante shopping de Niterói, RJ) ao lado da Família Buscapedra, entrei em uma loja - que, por questões éticas, não revelarei o nome - e de cara me deparei com a seguinte cena: uma parede repleta de agarras de escalada da ByPita e dois quadros grandes com a foto do dono das agarras, Luis Cláudio "Pita". O curioso é que os donos da loja não faziam ideia de quem era o maluco escalando. E nem o Pita sabia que tinha fotos dele na tal loja. Até aí, tudo mais ou menos bem. Mas quando perguntamos ao proprietário da loja se eles tinham algum interesse em apoiar atletas da escalada, ele foi direto e seco: "Não!".

E não é só a indústria da moda que se aproveita da imagem da escalada para associar preços "radicalmente" baratos ao nosso esporte. Quantos comerciais de carros offroads, adventures, nós vemos diariamente na tv usando a "nossa imagem"? Centenas! Agora, quantas dessas empresas ajudam, incentivam de alguma forma a escalada? Nenhuma! Mas é como dizem por ai: tudo que está ruim, pode piorar. E é o que vem acontecendo. Já é previsível, porém não aceitável, que essas multinacionais bilionárias não queiram ajudar o esporte nacional. Afinal, não somos nós escaladores que pagamos R$200.000 em um offroad que nunca vai ver uma lama na vida. Mas o que está me preocupando muito nos últimos anos é a falta de comprometimento de algumas empresas do ramo com o esporte. Essas empresas - que se auto titulam "voltadas para o público do montanhismo/escalada esportiva" - viram as costas para os atletas quando esses, que são os que mais divulgam o esporte, precisam. Para tudo esses empresários têm uma desculpa. Ou o cara só vive na esportiva e não faz a imagem de "montanhista" exigida pela empresa, ou ele só vive nas falésias e paredes e não aparece muito, com isso não gera muita aparição na mídia. Acho que na real esses "empresários aventureiros" deveriam ir atrás de ex-BBB's e eremitas.

Outra coisa que tem me incomodado bastante é a falta de apoio aos campeonatos em todo o país. "Ah, porque nossos clientes não são competidores". Ah não? E vocês acham que o coroa barrigudo que vai comprar uma sapatilha dois números maior que o pé dele (para não machucar), saquinho de magnésio e um oito (sabe lá Deus para quê isso!) resolveu escalar por que? Pelo Homem-Aranha? Em 2000 tivemos aqui no Rio de Janeiro um circuito Open de Boulder nas praças da Cidade Maravilhosa. Muros na Praia de Copacabana e na Chacrinha, atraíram diversos curiosos e potenciais novos adeptos do esporte. Mais tarde tivemos o Rope Show, em um dos mais modernos shoppings da cidade, o New York City Center (Barra da Tijuca). Com um muro de 22 metros - o maior até hoje já montado no Estado - centenas de curiosos assistiram as vacas dos que caiam tijolados e as comemorações dos que encadenavam a via. É, eu era feliz e não sabia.

A gota d'água foi a suspensão do Circuito Estadual de Boulder do Rio de Janeiro 2010 por falta de apoio/patrocínio. O Luíz Alvez (Secretário do Depto de Competições da FEMERJ) enviou mais de 150 e-mails à empresas no intuito de fechar um apoio ou patrocínio para as etapas deste ano do Circuito. Como foi relatado pela Patrícia Mattos (Diretora do Depto de Competições da FEMERJ), algumas empresas se quer tiveram o trabalho de responder - se é que chegaram a abrir o e-mail. Só para vocês terem uma noção do preço das cotas por etapa: Apoio = R$250,00 e Patrocínio = R$500,00. Sei que teve a tal crise e que ninguém está muito bem de grana. Mas o que é duzentos e cinquenta reais para uma empresa do ramo da escalada? O problema é que ninguém quer fazer nada em prol do esporte sem correr um certo risco. Não seria hipócrita de dizer que ficaria feliz em tomar consecutivos prejuízos financeiros em prol da escalada. Mas é exatamente isso que vem acontecendo com a Patrícia Mattos. (Em breve um post falando sobre esses prejuízos e recompensas).

Acho melhor finalizar o post para não cometer nenhuma injustiça. E desculpem o desabafo, mas é que essas "mesquinharias" muito me revoltam. Mas apesar de tudo, ainda levo muita fé no esporte e acredito que o futuro está aqui dentro e que a evolução está acontecendo agora. Mas o incentivo para tal realização ainda permanece lá fora, junto do investimento estrangeiro. Como toda regra tem sua excessão, aqui no Brasil, felizmente, ainda temos pessoas que fazem muito pelos nossos atletas e pelo esporte a troco do simples prazer de ajudar e ver o desenvolvimento da escalada. É à essas pessoas que, em nome da Família Buscapedra, deixo o meu "muito obrigado"!

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Brasileiro entra para a Evolv Team.


Após um período de negociações entre a loja ADRENA (Belo Horizonte - MG) e a marca norte-americana EVOLV (famosa por suas sapatilhas) foi fechado, com sucesso, um acordo entre a duas empresas. No final do ano passado, o Pedrinho (dono da ADRENA), entrou em contato com os empresários da EVOLV interessado em trazer a marca para o Brasil. O bom preço e alta qualidade foram um dos fatores que fizeram com que o brasileiro se mobilizasse para revender  os produtos em solo tupiniquim. A partir da primeira quinzena do mês de Janeiro, a ADRENA passará a vender os produtos da EVOLV. 

Felipe "Pikuira" Camargo será o mais novo integrante da EVOLV TEAM. Foto: Divulgação.

Além de nós, brasileiros, que vamos contar com sapatilhas de alto nível sem precisar encher o saco daqueles nossos amigos que vão para a gringa passear, quem saiu ganhando também foi o jovem escalador Felipe "Pikuíra" Camargo. Com a concretização da parceria ADRENA/EVOLV, o Pedrinho viu que precisava de alguém para divulgar o produto aqui no Brasil. Nada mais justo que pegar o atleta com mais evidência dentro e fora do país. O nome do Felipe foi sugerido em um conversa com os americanos, que acharam bem legal e fecharam um acordo com o atleta. Felipe entra para o seleto grupo dos atletas da EVOLV TEAM ao lado de Chris Linder, Lisa Rands, Dalia Ojeda e Chris Sharma.

Felipe fará parte da Evolv Team ao lado de escaladores de ponta como o americano Chris Sharma (foto). Foto: Divulgação.

"Pikuíra", recentemente se destacou (mais uma vez) após encadenar o boulder mais difícil do Brasil, o Dia Santo. O boulder localizado em São Bento do Sapucaí (SP), teve o grau sugerido de V14 após receber as cadenas do André Berezoski "Belê" e do "Pardal". Porém, após poucos dias de tentativas, Felipe encadenou o boulder e sugeriu o grau de V13. E não pensem que com esse decote, Felipe ganhou a inimizade do "Belê". Pelo contrário. "Belê" estava presente no momento da cadena e ficou bastante contente com a precisão com que o "Pequeno" encadenou o boulder e aceitou a decotação como algo normal dentro da escalada.

Parabéns ao Felipe por essa nova parceria. Isso só mostra que com treino e empenho consiguimos qualquer coisa. Há poucos anos atrás, quem diria ser possível entrar para um time de uma marca internacional de escalar ao lado de feras mundiais? As portas estão abertas, as oportunidades estão ai. Só falta agora as empresas nacionais tomarem vergonha na cara e começar a incentivar os nossos atletas, porque reclamar que "neguinho" vai fazer a vida fora do país e esquece do Brasil é fácil. Parabéns também ao Pedrinho (ADRENA) pela iniciativa de sucesso. Em breve a Família Buscapedra começará a fazer suas encomendas das novas sapatilhas. Aí empresários brasileiros, se liguem hein?!

Post ao som de Bob Marley - So Jah Seh.

Climb Trip de Reveillon (MG): Vídeo do Mess In The Darkness.


Para os que acharam que as bagunças dentro do "Acampamento do Tio Gibara" não passaram de lendas, "balelas" ou "caôs", disponibilizo neste post o vídeo da tal bagunça como comprovação. Temendo processos judiciais, tentei colocar o vídeo direto no blog, mas por questões técnica isso não foi possível. O vídeo se encontra no YouTube, porém com visualizações restritas - ação recomendada pelo advogado de renome da Família Buscapedra, João Ricardo Gonçalves. Assistam abaixo o curta "Mess In The Darkness", filmado e editado por Caio, "o Gomes".



Post ao som de Bob Marley - Revolution.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Climb Trip de Reveillon (MG): Fotos e Cadenas.


Escalador na via "Festinha de Criança" 8c no G3 da Serra do Cipó (MG). Foto: Pedro Gomes.

Para encerrar os post sobre a viagem de final de ano pelo estado das Minas Gerais, disponilizo aqui o link do Flickr do Pedrinho para que todos vocês possam ver as fotos da viagem. Através de dezenas de cliques, Pedro registrou toda a nossa viagem que se iniciou no dia 29 de Dezembro de 2009 e encerrou-se no dia 3 de Janeiro. Durante a viagem escalamos nos boulders do Morro São Sebastião na cidade de Ouro Preto e nas vias clássicas no Grupo 3 da Serra do Cipó. Quanto as cadenas, pouca coisa foi realizada por nós. Pedro encadenou alguns v3, v4 em Ouro Preto e o caçula encadenou, de flash, a via "Salsa Punk", 7c, localizada no G3 da Serra do Cipó. Do pouco que pude escalar em Ouro Preto, encadenei uns v4, v5, repeti o "Lagartixa" v7 e cai na última agarra de um projeto do Magoo e do Tropia, "Irmãos Coragem", que deve está por volta do v8. No Cipó encadenei a "Jungle Boy", um 8b clássico do local. Fiquei muito contente em encadenar essa via. Em julho tem mais Cipó. E dessa vez será com a Família Buscapedra com seu time completo!

Aproveitando o post, colocarei no blog um vídeo que fiz essa semana de um problema localizado na Pracinha de Itacoatiara, em Niterói/RJ. O boulder é antigo. Acho que foi encadenado primeiro pelo niteroiense Dieguinho. Após um consenso e algumas repetições, como a do "Carlera", o grau foi confirmado em v8. Fica aí (mais um) convite para a galera vir conhecer a Pracinha.


Post ao som de Soulja Boy - The Future.

UPDATE: Faltou mencionar algumas cadenas importantes. Gibara, Ricardo e Raquel Guilhon mandaram também a via "Salsa Punk" 7c, sendo que a Quel encadenou de flash. E os cariocas estavam empolgados. O Bernardo "Biê" encadenou a "Super-Heróis" 10a. Por fim, a cadena mais expressiva da temporada de final de ano, a cadena da via "Cabra da Peste" 10c. O felizardo foi o escalador de Brasília (DF), Pedro Raphael. Quanto ao grau da via que ainda não foi consolidado, Pedro preferiu evitar as polêmicas e gradou em 10c.

Climb Trip de Reveillon (MG): "Bando de Badernistas".


A escalada é um esporte sério, mas quando junta uma galera que gosta de uma farra, fica difícil manter a postura de "atleta". Atenção: não estou dizendo que desrespeito a escalada. A presença de amigos na base de uma falésia ou de uma área de boulder é fundamental. Afinal, qual a graça de mandar um boulder ou via e não poder compartilhar essa alegria com alguém? Nossos amigos dentro da escalada são mais que meros "colegas" ou "conhecidos", eles são parceiros aos quais confiamos nossas vidas em suas mãos. Mas como todos sabem, muitos amigos reunido sempre acaba em farra. E essa viagem para a Serra do Cipó não poderia ter sido diferente. Dedicarei esse post às palhaçadas acontecidas durante essa trip.

Pai Pretinho.

Poucos minutos após a chegada de 2010, os amigos que se hospedaram no Acampamento do Tio Gibara, receberam uma visita muito especial: Pai Pretinho, uma entidade que se apossou do corpo do João Ricardo (Campinas) e fez algumas previsões pra o ano que acabara de começar. Quando perguntado sobre o tempo que faria na manhã seguinte, - afinal já chovia há quase uma semana na Serra do Cipó - Pai Pretinho, com convicção, afirmou que veríamos o "astro rei brilhando sobre nós" enquanto escalávamos. Durante a "consulta", perguntaram ainda quais vias estaria próprias para escalada. Pasmem! Pai Pretinho respondeu corretamente quais vias estariam secas e molhadas, e ainda detalhou quais agarras estariam ensopadas. Regado à muita cachaça e charutos, Pai Pretinho atendeu à todos pacientemente. Ao final da "consulta", Pai Pretinho agradeceu aos orixás e foi embora e levaria consigo a catinga dos charutos e a cachaça. Porém João Ricardo pediu para que a entidade não lhe tirasse o "mé". Pai Pretinho acatou o pedido do campineiro.

Mess in the Darkness.

No finalzinho da tarde do dia 2 dezembro o disjuntor da casa queimou e durante toda a noite ficamos sem luz. Desânimo? Com certeza, se não fosse pelo fato de que há exatos 27 anos atrás nascia o dono do Acampamento, o Tio Gibara. Para comemorar a célebre data resolvemos curtir um forrózinho na Serra do Cipó. Porém devido à juras de morte recebidas pelo João Ricardo e pela Dani por parte dos locais, resolvemos parar em bar na Vila Cipó. Ao som de uma banda merda, conversamos sobre alguns hits do YouTube como o Professor Gilmar, Drops do Away, Estrombelete de Forno, dentre outros. Após algumas garrafas (leia-se dúzias) e duas garrafas de Pepsi, voltamos para o Acampamento, onde continuou a comemoração. Pense numa galera que gosta de uma bagunça? Agora some muito álcool e falta do que fazer. A farra começou quando o aniversariante achou uma rolha de vinho e teve a "genial" ideia de queimar e fazer "bigodinhos" em todo mundo. 

Mas sem dúvidas, o pior ainda estava por vir. Lá pelas 3 horas da madrugada, deu-se início à uma guerra de biscoito. A disputa era para ver quem cuspia mais biscoitos Pit Stop enquanto falava. A competição teve um empate técnico entre a Vê e o Gibara. Enquanto todos já se preparavam para dormir, Bianca "Habbibs" Castro (Rio), aproveitou que o Tio Gibara pegou no sono e resolveu acordá-lo jogando cachaça em sua boca. Foi a gota d'àgua, quer dizer, de cachaça. Em um dos poucos momentos de lucidez, a galera lembrou que estavam no Cipó e que teriam que escalar no dia seguinte, e com isso foram dormir. 

Aviso1: Em caso de ameaça de processo, comunico que todas as histórias acima foram filmadas, logo, podem ser comprovadas. As farras contaram com as participações de Gibara, Lucas, Vê, João Ricardo, Dani, Pedro, Bianca, Sandrão e eu. Aviso2: Temendo represálias e processos judiciais, a Família Buscapedra fechou um contrato com o advogado João Ricardo Gonçalvez, renomado Doutor em Direito de Campinas (SP), discípulo do Professor Gilmar.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Climb Trip de Reveillon (MG): Amigos.


Dando início a série de post temáticos, resolvi falar um pouco sobre os amigos que fiz e os que encontrei durante essa viagem. A escalada para mim sempre foi - depois de uma filosofia de vida - um esporte no qual sempre puder praticar ao lado de bons amigos. Dentro da escalada fiz grandes amigos que estão ao meu lado há muitos anos. O melhor e mais importante deles é meu pai, é claro. Mas mesmo depois de tantos anos de escalada, vejo que ainda posso fazer novas e sustentar antigas e grandes amizades. Nessa viagem de final de ano, tive o prazer de conhecer pessoas incríveis que merecem total destaque neste post da Família.

"Social" com a galera para aquecer antes de entrar nas vias. Foto: Pedro Gomes.

Para começar, durante a minha estadia na cidade Ouro Preto pude conhecer os brothers Gabriel Tropia e "Magoo". Dois fortes escaladores locais que me apresentaram vários boulders incríveis e um projeto que, em especial, me chamou bastante atenção: o "Irmãos Coragem". Um teto incrível com agarras médias e pequenas. Os dois são responsáveis por abrir diversos lances no local, alavancando o nível do local. Além disso, eles fazer um trabalho legal de preservação e manutenção de todo os boulders e trilha do Morro São Sebastião. Tive o prazer de conhecer ainda mais dois brothers pilhadões para a escalada, o "Cesinha" e o "Queijada".

Já na Serra do Cipó, o prazer foi ainda maior. Quando nos dirigimos para a cidade, eu e meu irmão não sabíamos ao certo onde iríamos ficar. Chegamos na casa alugada pelo pessoal de Campinas (SP), apelidada pela galera de "Acampamento do Tio Gibara". Pedrinho e eu fomos muito bem recebidos e acolhidos com a maior festa. Na casa tive o prazer de conhecer pessoas incríveis como o próprio Gibara, Dani, Sandrão, Michele, Lucão, Vê e o Carlão. Ainda no "Acampamento", tive também o prazer de rever amigos como a Bianca Castro e o João Ricardo. A viagem para o Cipó não poderia ter sido melhor. Durante a minha estadia lá pude escalar com os amigos de Brasília (DF) Pedro Raphael e o Gabriel Avila. Escalei com meus queridos "tios" Barão e Rafa, proprietários do Abrigo Cipó. Revi amigos como Fábio Muniz, Luis Cláudio "Pita", Márcio, Biê, Lucas "Jah" Marques, Caio, Raquel Guilhon, Ricardo, Flávia, dentre outros.

Alguns amigos que passaram o Reveillon com a gente no "Acampamento do Tio Gibara". Foto: Barão.

Quero agradecer essa galera por ter salvado a minha viagem de final de ano que depois de tanto perrengue estava se tornando um "pé-no-saco". Espero passar mais Reveillons como esse. Que 2010 seja o ano da escalada.

Climb Trip: Ouro Preto e Serra do Cipó (MG).


Praça Tiradentes em Ouro Preto (MG). Foto: Pedro Gomes.

Começarei este ano com posts dedicados a viagem que fiz durante o final do ano de 2009. Para começar conto em um apanhado geral como foi a viagem. Mas em breve farei post específicos sobre diversos temas relacionados à viagem. Como diria o grande amigo Gibara, "pense numa viagem louca!", então, foi assim a minha trip de Reveillon pelo o belo estado das Minas Gerais. Saímos do Rio de Janeiro às 7h30 do dia 29 de dezembro, como o combinado. Porém, os problemas começaram ainda em território 021. Resolvemos instalar o rack no carro do Daniel para colocarmos os crashs e as barracas embrulhados numa lona. Na Rodovia Washington Luis, com a força do vento, o rack foi arrancado por inteiro do teto do "peugeutzinho" e, por sorte, não atingiu nenhum carro. O que mais me surpreendeu foi a "boa vontade" de um homem em atravessar a rodovia para pegar o Jeremias - nome dado ao embrulhão. Corremos de encontro ao tal "bondoso homem" para "agradecer" sua caridade e recuperar nosso querido Jeremias.

Passado o susto, seguimos viagem para a cidade história de Ouro Preto. Famosa por suas igrejas, a cidade nos recebeu com muita chuva. Mas tudo bem, acredito que não tenha sido nada pessoal. Deixamos as coisas na República Aquarius e nos dirigimos aos famosos (e molhados) boulders do Morro São Sebastião. Resumindo a missa, não deu pra mandar quase nada durante essa viagem à Ouro Preto. Tudo molhado, muita chuva. Mas rolou muita diversão nos poucos boulders secos com os amigos Gabriel, Queijada, Magoo e outros!

Jeremias sendo instalado no teto do carro ainda em Ouro Preto. Foto: Pedro Gomes.

No dia 31, por volta das 13h, deixamos a cidade e nos dirigimos para a Serra do Cipó, onde passaríamos a virada do ano. Durante a viagem, mais perrengues. Pegamos muita chuva, mas leia-se "CHUVA PARA CACETE!". E devido à uma combinação de horas incessante de chuva e da passagem de cordas por dentro do carro para prender o Jeremias no teto, deu-se inicio à uma situação no mínimo inusitada: uma chuva dentro do carro. Acreditem! A água que entrava pela corda encharcou os bancos, molhou a todos nós e rendeu muitas risadas, por incrível que pareça. Mas graças a Deus, chegamos na Serra do Cipó molhados, mas em segurança. A viagem durou incríveis 6 horas - normalmente ela dura no máximo 2 horas -, com isso chegamos por volta das 19h. Só deu tempo de tomar um banho, colocar a roupa branca e esperar a chegado de mais um ano. Em breve um vídeo e mais posts sobre minhas Férias Frustradas de Reveillon em Minas Gerais.

Tempo bastante animador rumo à Serra do Cipó. Foto: Pedro Gomes.

Post ao som de Jason Mraz - Im Yours.